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acelera2Estou iniciando uma nova série de trabalhos. Serão panfletos de rua, formato 10cmX15cm em duas cores, impressos em off-set para distribuição gratuita. Provavelmente farei alguns cartazes também.

Costumo utilizar aves mortas como matriz para minhas gravuras. Como sempre dizem que meu trabalho é muito sisudo, grave  e que as vezes até causa depressão e tristeza, resolvi provar que posso ser uma pessoa cheia de fé e esperança.

Em breve estarei distribuindo.

A série de cartazes “Despojos” inicialmente foi elaborada para ocupar o espaço urbano. No desenrolar dos acontecimentos o trabalho foi parar na Galeria do DMAE, na Galeria Dulcina Moraes em Brasília e está até na DESVENDA. Agora acho que está na hora do trabalho finalmente ganhar a cidade. Coloquei uma faixa na praça argentina num dia de muito vento.

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Essa ação foi no ano passado durante o Jogo do EIA! em Itapecerica da Serra, mais precisamente no Parque da Aclimação.

Não consegui as fotos da ação, então coloco aqui as que tirei depois de recolher a banca de camelô e todo o resto do material.

Tenho demorado cada vez mais para atualizar o blog com os trabalhos.

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Linha suja está/esteve em São Paulo. Durante a deriva achei uma praça, mas não sei seu nome, nem sei que bairro era. Na periferia eu sei que que era. Se alguém identificar, me avise.

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São curiosos os mecanismos que produzem as opiniões, mas principalmente os que geram os “fatos incontestáveis”. O atelier (desvenda?), surgiu do desejo de seus integrantes por um espaço para o desenvolvimento de propostas coletivas em arte. A sua localização privilegiada, na Travessa Venezianos, nos sugeriu a criação de alguma espécie de atividade ou evento que agregasse e/ou propusesse algo de relevante para a comunidade artística local.

A primeira idéia que nos ocorreu não foi propriamente muito original, pensamos em oferecer o espaço para exposições de arte. A constatação de que Porto Alegre não carece de bons espaços expositivos nos fez reavaliar essa proposta e investigar melhor o que havia nos impelido a querer produzir qualquer tipo de evento.

Identificamos em nós uma sensação que nomeamos de “carência cultural”. A partir desta reflexão nos fizemos uma segunda pergunta, razoavelmente longa, mas que pode ser resumida por: “Onde a corda está roída?”. Apesar da elaboração da questão tenha tomado bastante tempo a resposta ao questionamento foi bastante simples e direta. Ora, qualquer pessoa envolvida com arte na cidade sabe que o artista visual no sul do Brasil (com raríssimas exceções) desenvolve suas pesquisas sem qualquer apoio e/ou perspectiva de financiamento desta produção. Este artista na ausência e na omissão do poder público, utiliza de recursos próprios para poder continuar a produzir cultura – mesmo que aos trancos e barrancos - e freqüentemente oferece gratuitamente a comunidade o resultado de seu esforço intelectual. O mais dramático nesse fato é que, caso o artista precise utilizar algum dos equipamentos de cultura públicos (galerias, salões, etc) para essa doação, ele precisará participar de editais ou competições de seleção onde ele irá degladiar-se com outros artistas “auto financiados” pelo direito e uso de tais espaços institucionais. No caso de Porto Alegre, os editais da prefeitura não prevêem qualquer pró-labore, financiamento ou amortização dos custos de produção, ou seja, o artista precisa competir com seus iguais para doar integralmente seu trabalho. Em qualquer outro segmento da produção cultural, teatro, música, folclore, literatura, capoeira, etc, não se encontra tamanha “generosidade” por parte de seus atores.

Analisando com calma esse cenário, imaginamos que seria interessante a existência de um lugar onde o artista pudesse comercializar sua produção e com isso amortizar, mesmo que parcialmente, os custos de carregar a cultura nas costas. Elaboramos, então, um projeto de uma feira de arte contemporânea, onde o artista poderia oferecer suas obras, sem pompa ou circunstância, por preços acessíveis e diretamente a um público heterogêneo. Dois “fatos incontestáveis” minavam essa idéia:

  1. O artista contemporâneo não quer esse tipo de comercialização de sua obra, ele quer que sua obra faça parte do acervo de alguma galeria de arte e ter seu trabalho divulgado em salões e em exposições específicas, onde todo potencial de sua obra poderá ser explorado. Ele busca financiamento em seleções públicas, leis de incentivo ou fazem uso de recursos próprios para dar visibilidade a sua produção, a fim de torná-la objeto “desejável” para o mercado de arte.
  2. Não existe um público para esse tipo de arte visual “erudita”. O mercado de arte se restringe a colecionadores que procuram obras em galerias de renome, bienais, salões ou por meio de especialistas contratados.

Divergindo desta determinação do senso comum resolvemos bancar o projeto, convidamos alguns artistas e esses outros e em duas semanas se agruparam 42 artistas apoiando com seu trabalho a idéia. Para nós foi algo imprevisível e já estávamos satisfeitos com esse resultado, pois a adesão de tantas pessoas com trabalhos tão interessantes nos revelava que haveria a possibilidade de se continuar com a feira. A nossa crença era que aos poucos, na continuidade e consolidação da proposta, o público apareceria.

Mas…SURPRESA… num domingo, mesmo com decisão do Grêmio e num calor de quarenta graus a feira Desvenda ficou lotada. Um público que se apregoava não existir compareceu, feliz de ver tantos trabalhos juntos (mais de 100) e, pasmem, comprando! Alguma coisa estava errada, mas não era a feira. Estavam errados os que não acreditavam existir artistas e pessoas interessadas em promover e produzir cultura e há espaço para a produção inteligente fora do eixo rio/São Paulo.

O que esse engajamento nos revela, é que esse momento de troca e de diálogo entre os artistas e seu público, mais que uma boa idéia, é uma necessidade e é por causa disso que continuaremos oferecendo o espaço da Travessa Venezianos, número 30, como lugar para essa urgente aproximação. Dia 04 de janeiro será a próxima Desvenda.

Quem quiser ainda pode ver os trabalhos selecionados, a exposição vai até o dia 2 de novembro. O salão foi montado nas áreas de convívio e trânsito da Câmara Municipal. Eu acho que seria melhor se houvesse um lugar mais apropriado para abrigar os trabalhos, mas para meu, que pretende o diálogo com a arquitetura, não há nada melhor que aquele espaço. Usei um vão entre uma passarela e uma parede envidraçada que dá acesso para um dos jardins internos.

No início de setembro aconteceu o colóquio promovido pela UDESC.

Veja mais detalhes aqui.

Participei do evento com a ação Gravuras em 1 Minuto. Mas foi um dia complicado, houve uma mudança de temperatura brusca, chuva e o início de um temporal que pioraria , era um deste ciclones “extratropicais” que agora ouvimos o tempo todo na mídia. Escolhi 3 pontos do centro da cidade para executar a ação, mas tive que me contentar em realizar somente em um dos lugares. Consegui ficar duas horas e meia trabalhando, depois tive que ir embora …o vento estava me levando. A anedota deste dia é que depois de mais ou menos uma hora grampeando gravuras num tapume que dizia “proibido colar cartazes”, um companheiro de evento e alertou para a câmera de vigilância que me observava, eu já havia percebido mas não tinha ligado muito. Ora, a idéia era doar as gravuras, então elas não permaneceriam alí para contar história. Quando eu subi as escadas para ver a igreja que ficava no topo descobri que o prédio atrás de mim era uma delegacia. Fiquei lembrando das várias pessoas que durante a ação foram na janela para me ver trabalhar. Mas tudo ocorreu bem.

Em maio deste ano (2008) participei do projeto Fora-do-eixo em Brasília. Pois digo que foi muito bacana. Durante uma semana pudemos conviver e trocar experiências, falou-se até sobre arte, imagine você. Minha proposta era levar para o distrito federal o projeto “Cuidado Veneno”. Descobri que é muito difícil colar lambe-lambe a pé em Brasília, na verdade é difícil fazer qualquer coisa sem carro naquela cidade, caminhar com um balde de grude torna-se impossível e grampear também não é mole, a cidade é toda de concreto. Consegui colocar alguns no velho modo, mas resolvi adaptar: criei algo que ficou parecido com velas de barco,  eu as pregava no chão e o vento inflava os lambes. Ficou bem bacana. A mobilidade foi resolvida com a bicicleta que um pessoal bem gentil da universidade federal me emprestou. As fotos que coloquei aqui foram batidas (acho que “fotos batidas” é do tempo da vovó) por Marcos Martins, o Batatinha, que, junto com a Floriana (Flor), foi companheiro de pedaladas. Os vídeos são os registros editados pelo pessoal do Fora-do- Eixo.

Há muito para se dizer sobre o encontro, no futuro escrevo alguma coisa mais inspirada e detalhada.

Abraço a todos!!!

É isso aí, a Lia (Braga) e eu alugamos uma das casinhas da Travessa dos Venezianos (no nº 30), vamos fazer nosso atelier de gravura e cerâmica lá. Já começamos a desmontar o forno para o transporte. Mais ainda não acabou a reforma, que está sendo dura, o pobre imóvel estava um caco, mas acho que no meio de agosto vamos abrir! Apesar do espaço ainda não ter nome, estamos preparando algumas oficinas (de cerâmica e gravura, óbvio né!) e decidimos que faremos mensalmente uma feira de arte, para que possamos desovar a produção e ajudar na criação de um mini-mercado de venda e troca. Será no primeiro domingo de cada mês, mas acho que o primeira será na abertura. Já aviso aos amigos que quiserem por a venda seus trabalhos para prepararem suas produções. Espero que semana que vem eu possa colocar as fotos da conclusão da super obra. Abraços a todos.

Abaixo está o “processo” de construção por meio da destruição!

Camarada, foram muito bons os dias que eu trabalhei no DMAE, aquela galeria é gigante e perfeita para meu trabalho. Ficou um super labirinto. Quase morri, é verdade, foram quase 150 gravuras (num momento parei de contar) e uma montagem complicada que me tomaram duas semanas de trabalho intenso, mas valeu a pena. Obrigado a Ju que me ajudou demais. Ao Gabriel também, apareceu por lá e foi uma mão na roda.

Estou colocando alguns dos registros, abaixo os dois primeiros vídeos e fotos.

Fui convidado pelo II Fórum das Missões para ministrar uma oficina que no fim virou uma ação. Executei a “Linha Suja” (que foi pensada com a Lia Braga), Junto com o pessoal do evento limpamos um pouquinho o rio Itaquarimxim, que passa pelo centro da cidade e que é um horror! A ação consiste em amarrar em um cordão todo o lixo que for encontrado em um lugar específico e enrolar esta linha em algo, neste caso nas árvores da praça central de Santo Ângelo.

Obrigado Luciane Miranda pela força e ao Luciano Montanha por ter abraçado a idéia!!!!!

Agradeço também a indústria por fornecer gratuitamente TANTO e tão variado material para a execução da proposta, infelizmente não pude utilizar todo que estava a disposição – uns 10 caminhões.

Aqui estão os registros da banca. Chamei de Despojos V.0 porque foi montado somente para essa avaliação, fora os funcionários da pinacoteca e os gatos pingados que foram na minha banca (que foi numa segunda-feira às 8h30min) ninguém viu. Eram 3 obras: Despojos (de fato), Pegue-um (que ninguém pegou sem perguntar se podia) e o vídeo da impressão de Despojos. Houve a montagem para a exposição de formandos, mas como a Pinacoteca precisou expor mais 11 artistas precisei reduzir bastante o trabalho. Acho que perdeu bastante. Tem também uma foto extra de dentro da estrutura que ficou bem bacana.

Essa foto só pode ser vista aqui, Despojos por dentro.

A exposição na Casa de Cultura acabou. Achei que sem monitoria ninguém iria entender a proposta, ou pelo menos ficar meio tímido. Que nada! Na Casa de Cultura é assim! Se o povo gosta, o povo leva!

Mais de duzentas monotipias estão espalhadas pela cidade!

Despojos é o nome que dei para uma série de gravuras onde utilizo corpos de galinha como matriz.

 Algumas fotos da “matriz” após a impressão: 

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No inverno passado fui a Santa Rosa, fazer uma intervenção. Existe um post “Cuidado Veneno!” onde postei algumas fotos da ação. Acontece que os artistas locais acharam uma boa idéia intervir na sua cidade. Inclusive resolveram por conta própria dar seguimento no “Cuidado! Veneno!”, desta vez com estencil. A Luciane Miranda é quem foi a promotora e me mandou umas fotos. Os rios, arroios e lajeados são o alvo.

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A exposição pequenos desenhos aconteceu no atelier Subterrânea. Além de botar um desenho e participar da curadoria promovi o maior dos maiores arranca rabos. Aqui tem alguns registros que eu consegui na internet, mais precisamente no flick do Guilherme Dable.

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Está exposição aconteceu no Arquivo Público do Estado do Rio grande do Sul e integrou as atividades da Bienal B.  O prédio de 1910 é lindo e nem dá para acreditar que se está no centro de PortoAlegre, é um espaço ótimo e a direção da casa recebeu todos os artistas com muita dignidade. Como eu havia escrito anteriormente, as fotos desta exposição se perderam…não encontrei em lugar nenhum mesmo. Paciência…coloco aqui as fotos que a Adauany e o Joelson me mandaram da vernissage e da montagem. O trabalho que apresentei foi “Enfeites de parabrisa”: 40 pés de galinha (mumificados), amarrados com cordão de ouro e presos nos vidros das janelas por ventosas. Como foi difícil fazer esse trabalho funcionar.

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Pegue um

Um trabalho que existe para ser doado.

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Macaco

Outra água-forte, também em chapa de flanders. 22cmX32cm.6-mini-2.jpg

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