Cabeças de Galinha
11 Fevereiro, 2008 por rodrigolourenco
Publicado em Sem-categoria | Tagged despojos, Galinha, gravura, rodrigo lourenço | 12 Comentários
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Rodrigo Lourenço [Porto Alegre/RS, 1975]
Formado em artes visuais com ênfase em gravura pela UFRGS. Pesquisa ações no espaço urbano, design e pensa a arte de forma coletiva.DESVENDA • FEIRA DE ARTE CONTEMPORÂNEA
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É tu quem mata as galinhas???
Claro que não. Isso é negócio para quem sabe fazer, imagina se eu não sou eficiente e o bicho fica meio morto?
Se, como diz o ditado, histórias são mais importantes que comida, tu acretida que nas tuas mãos as galinhas tem um destino mais nobre… ou tu come elas também?
Uma sopa de cabeças de galinha?
hahahaha
rodrigo,
gostei muito do seu processo com as galinhas. O resultado ora soa como algo leve, parecem aves ainda dentro do ovo, ora soa como os registros de um ritual, como na arte rupestre ( apesar do vídeo registrar um ritual bem diferente deste período). Você vai participar do fora do eixo? Estarei intervindo também. Adoraria ter um da série “Despojos”!
parabéns!
tentei falar sobre violência sem mostrar criança com a cabeça destruida ou outra escatologia e massificação sem vídeo de engarrafamento de trânsito. As intenções são muitas mas o que vale é a tua reflexão, se tu gostou a ponto de pensar um pouco no assunto. Valeu! Abraço! Ah! Sim , vou participar dofora-do-eixo, chegarei no dia 18 de maio de manhã.
Alguém me indicou esta página: “olha tem um cara que mata galinhas e faz algo que ele chama de arte com os cadáveres dos animais”. Não acreditei e vim até aqui conferir. Caramba, que coisa de mau gosto! Claro, vai haver confusão quanto ao que é arte e qual a relação com bom gosto. A mim parece que “soa”(como seu camarada disse acima)… assim como… Auschwitz… como Treblinka! “Soa” como a favela depois do embate polícia-traficantes: apenas sangue e cadáveres, nada além…. “Soa” como…algo assim, como algo “sem”, isso! Não tem nada aí! É algo sem, simples assim! Apenas corpos, despojos que algum recôndito nazista poderia chamar de arte. Estou vendo o dia em que vais expor cadáveres em roupas íntimas… Já pensou em uma “intervenção” humana dessas?
Os pés de galinha ficaram “soando”: o grito da injustiça que perpetraste. Muitos artistas no mundo todo ficariam com ciúmes de uma inspiração (depois de muita aspiração…) destas! Espero que a próxima intervenção seja denominada “Buchada”: um artista marginal retira suas próprias tripas, ainda ensanguüentadas e as entrega para serem impressas num papel higiênico usado. Algo que “soa” assim, meio escatológico, fecal. Combina com o que a cabeça deste cara contém, apesar de “soar” assim como… se saísse de uma cabeça humana. Realmente: é um lixo. Bem, “soa” a lixo, vem do lixo e irá para o lixo, de tão “significativa” que é esta ligação. Osmose pura…
Descemos a este grau de desumanidade! Horror! O interessante é ver pessoas circulando por entre os “sons” de pés de galinhas mortas. A estupidez humana não tem mais espaço. Bom, tanto que o dinheiro público rolou para financiar esta “vernissage” dos horrores. Por falar em “som”, você já pensou em gravar o momento em que as suas fezes saem de seu ânus e o que isto representa em termos de “sons criativos”?
A vontade é de chorar. O pobre animal não tem nada a ver com estas coisas que tens na cabeça. Vejo nestas coisas que chamas “intervenção” apenas e tão somente morbidez. Não querias por cabeças de crianças, dizes, aliás, uma confissão demente.
Por outro lado, queres que estas porcarias sirvam de “momento para pensar”. Pode ser, mas não é pensamento que nos ocorre, e sim, nojo, asco: uma sensação de que algo está errado no mundo, de que a arte já não liberta talento e sim, demência. Nem o artista/demente Bispo (que teve sua obra exposta na Casa de Cultura Mário Quintana) foi capaz de qualquer escatologia. A sua “arte” é sordidez que tenta se passar por pseudo- intelectualismo.
Desatordoado, louco, inconsciente, egóico, megalômano, assassino. Alguém com muita raiva do mundo e de si mesmo. Você não degolou as galinhas, conforme declarou acima. Isto é “light”. Sugestão: usa teu próprio sangue nas próximas exposições! Isto é “hard” – não sei se é arte… Não te ofendas. Para quem tem esta “produção artística”, com diploma e tudo, é até elogio… Que “soe” meio assim… um misto de raiva com espanto. Mas, não me venha com o papo de que atingiu o objetivo de tua intervenção… Nada disso. É despropósito, e só.
(…)
(…(
A máquina é burra: vê num parêntese com palavras, seguido de reticências um emoticon. Portanto, nada de bom-humor.
ô Arturo! Calma lá. Sim eu mato galinha! Mas esse trabalho que comentas, o “cabeça de galinha”, eu comprei no açougue. Tem um monte delas para vender para virar comida de cachorro. Tu me deu um monte de idéias bacanas, se elas fossem o desenrolar de uma pesquisa até seriam interessantes. Mas assim, “tive uma idéia” não funciona muito bem.
Sobre o que considera “confissões dementes”, bem, creio que ninguém tem obrigação de saber o que se anda apresentando nos salões e bieniais mundo afora, por isso compreendo tua incompreensão sobre esse comentário que fiz.
De fato, agradeço tua visita e espero que continue a pensar no assunto, talvez com mais calma consiga refletir melhor sobre os desdobramentos de minha proposta.
Aproveito para informar, em julho estarei expondo “Despojos” na galeria do DMAE. de 7 a 23/07 estarei montando e imprimindo na galeria, quem quiser pode visitar e conhecer/participar do processo. Quem não pode fazê-lo terá a opção de visitar on-line e ao-vivo pela internet:
http://www.mogulus.com/rodrigolourenco
Um abraço e continue comentando, se eu fizesse um trabalho que todos gostassem, ou eu seria um gênio e isso (como tu mesmo percebe) eu não sou ou seria uma unanimidade muito desagradável!